sábado, 11 de fevereiro de 2012

Paradoxo da preguiça criativa:

A preguiça é minha musa; porém, quando me inspira qualquer coisa bonita, a preguiça de tomar nota é tanta...

segredo sobre segredos:

não querem ser encontrados, nem esquecidos...

sábado, 28 de janeiro de 2012

Paraphrasing Lennon #2

living loving is easy with eyes closed...”

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Chiaroscuro 2

há muitas nuances
entre o claro e o escuro
mas o que não for óbvio
é mistério puro

há mil outros tons
entre o branco e o preto
mas o que não se vê
é secreto

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

todo lirismo é épico.

Poesia Chinesa:

Um poeta chinês ia escrever um poema, mas passou voando uma borboleta...

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Conta Caeiro

um pôr-do-sol
é um pôr-do-sol
não é mais bonito
que um gato morto
ou um ramo de erva daninha

a chuva é a chuva
molhada e chuvosa
triste é que não é
não mais que uma borboleta
ou que uma flor qualquer

pouco importa
ao sol e à chuva
serem belos ou tristes
importa que sejam, apenas
porém, somente enquanto forem

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Paraphrasing Lennon (Or what he would like me to say)

I don't believe in magic
I don't believe in I-Ching
I don't believe in Bible
I don't believe in Tarot
I don't believe in Hitler
I don't believe in Jesus
I don't believe in Kennedy
I don't believe in Buddha
I don't believe in Mantra
I don't believe in Gita
I don't believe in Yoga
I don't believe in Kings
I don't believe in Elvis
I don't believe in Zimmerman
I don't believe in Beatles
I don't believe in Lennon
I don't believe in Yoko
And that's reality.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Alguém já disse isso com outras palavras:

Tudo o que se faz é dizer o que já foi dito, em outras palavras...

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Respondendo uma canção com outra

- How deep is your love?
- Não tem medida o amor, em certos casos...

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

o gerúndio

é o único tempo verbal que o tempo conhece.

Narzekać Kritkowsky — Um Crítico de Críticas

Narzekać Kritkowsky é muito mais do que um crítico. Na verdade, ele despreza os críticos comuns e suas críticas, as quais ele critica sempre, para, então, criticar suas próprias críticas sobre as críticas dos outros críticos; Narzekać Kritkowsky é um crítico de críticas. Nasceu no ano de 1935, na Polônia, filho de pais protestantes; porém, ainda criança já protestava contra a sua religião. Era daqueles garotos que punham defeitos nos brinquedos alheios: “as rodas do seu carrinho são muito redondas” e “falta um je ne sais quai à rotação do seu pião” foram as frases que fizeram dele uma criança solitária.

Quando jovem, Kritkowski escreveu duras críticas ao Partido Comunista, que estava então no poder em seu país. Porém, quando não criticava as suas próprias críticas ao comunismo, escrevia críticas às críticas que outros faziam ao Partido, o que fez com que sua orientação política fosse definida como ‘niilista inconveniente’, alcunha que também criticou. Por conta dessas desavenças políticas, o jovem Kritkowski, então com dezenove anos, resolve fugir para o Brasil.

Já em terras brasileiras, KriKri — apelido pelo qual ficou conhecido e que criticou pelo tom de intimidade — escreve o livro A Crítica Crítica da Crítica, que no prefácio trazia uma crítica do autor ao livro e no posfácio, uma crítica à crítica do prefácio. No dia seguinte ao do lançamento do livro, escreveu e divulgou nos jornais uma crítica ao seu próprio livro, fazendo despencar as vendas da obra.

Aos 40 anos, Kritkowski entra em um ciclo autodestrutivo: começa a ficar paranóico, escrevendo duras críticas às suas próprias críticas às suas críticas aos críticos. Tal qual o inveterado tabagista que acende o cigarro seguinte antes mesmo de apagar o anterior, começava a escrever críticas às suas críticas antes mesmo de finalizá-las. Kritkowski, foi internado num asilo psiquiátrico. Criticava, ao mesmo tempo, os métodos de tratamento psiquiátricos então em voga e também os textos que denunciavam esses métodos e que eram divulgados em famosas revistas de psiquiatria.

Com o advento das novas tecnologias, Narzekać Kritkowski criou blogs para os quais escrevia suas críticas diariamente. Porém, Assim que foram criados, os seus blogs www.kritkowskicritica.blogspot.com e www.criticandokritkowskicritica.blogspot.com foram removidos pelos servidores, por conta da acidez de suas críticas. Depois do acontecido, Kritkowski criou o endereço criticandooblogspot.blogspot.com para poder criticar as políticas do servidor.

Atualmente, Kritkowski encontra-se quase completamente esquecido. Faz críticas de textos 'pseudoliterários' — termo que ele mesmo utiliza para defini-los, apesar de ser também um crítico desse tipo de terminologia — que vão desde receitas de bolo até alguns textos do Diogo Mainardi, passando por algumas críticas bastante ácidas acerca de outras críticas feitas aos roteiros escritos por Charlie Kaufman (cuja metalinguagem excessiva Kritkowski já havia criticado em ensaios anteriores). Em seu mais novo blog (cujo endereço não podemos divulgar, sob risco de que seja cancelado outra vez), o último texto postado critica a própria postura crítica do autor, numa metacrítica feroz, que trazia em suas linhas finais a seguinte mensagem: ‘Sim, talvez eu me suicide. Talvez não. De qualquer forma, caso aconteça, gostaria que publicassem a carta de despedida que preparei — e, em anexo, a crítica que escrevi sobre ela’.

Adendo nº1: Uma nota crítica de Narzekać Kritkowsky sobre o texto que você acabou de ler

Um texto risível, de fato. Eu poderia me ater aos erros gramaticais, se quisesse. Por exemplo, no quarto parágrafo, onde lemos ‘Kritkowski, foi internado num asilo psiquiátrico...’, o ‘escritor’ separou, com vírgula, sujeito e verbo, erro que nem mesmo o Microsoft Word — editor de texto que já critiquei no meu livro de ensaios compilados, intitulado Antologia Crítica: Criticando Tudo, cuja orelha consta de uma crítica minha à própria obra — desconhece. Ou poderia ainda criticar as divagações poéticas do ‘autor’, a exemplo da terrível metáfora do tabagista, também no quarto parágrafo, que teria a função poética de ilustrar a minha compulsão por criticar... uma metáfora que, de tão gasta, perdeu suas arestas e não serve, não se prende a texto algum.

Adendo nº2: Uma nota crítica de Narzekać Kritkowsky sobre a nota crítica de Narzekać Kritkowsky que você acabou de ler

É inevitável, para mim, pensar o quão pobre é a crítica que fiz sobre o texto intitulado Narzekać Kritkowsky — Um Crítico de Críticas. Não se aprofunda em temática alguma, apenas varia sobre alguns temas ‘criticáveis’. Além disso, convenhamos, a promoção pessoal que fiz ao mencionar meu livro de ensaios compilados tira da crítica o seu elemento mais significativo: o da imparcialidade. Além disso, tenho obras mais significativas que poderia ter mencionado, tais como Da Crítica à Metacrítica: A Crítica Frente ao Espelho, ou ainda o aclamado Quem Mexeu na Minha Crítica?, um manual que ensina a criticar aqueles que criticaram as críticas que você escreveu.

Adendo nº3: Narzekać Kritkowsky prometeu nos enviar ainda uma outra nota crítica sobre o texto do adendo nº 2

here i am, it's that beach again
and i got no way to go
one thousand and one steps all over the sand
and there is no room for my own

terça-feira, 18 de outubro de 2011

paradogma

é um paradigma difícil de se quebrar.